POESIA EM ESTADO SÓLIDO


29/04/2009


A Alma




Da excência que a agora se extrai,
O odor da mais robusta flor.
A tarde a Alma cansada sai,
pra desfrutar do seu torpor.

Mas ao raiar o sol fiel,
Do sono que a noite lhe dá.
A Alma radiante vai,
O odor da flor cruel buscar.

No dia a dia a Alma tem,
Que alimentar de pão os seus.
Mas sempre a pensar na flor,
Que alguém um dia prometeu.

E assim vive a Alma só,
perdida em seus sonhos de amor.
E o odor daquela flor lhe dá,
O alívio e a causa da sua dor.

Mas ao raiar o sol fiel,
Do sono que a noite lhe dá.
A Alma radiante vai,
O odor da flor cruel buscar.


    Cleones


Escrito por ..M@RX.. às 13h40
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05/04/2009


Agora a pouco

 

Antes de te encontrar
eu andava a procurar
um lugar em mim pra ter
um alguem pra caminhar

E voce apareceu
e cravou o amor em mim
desse amor me impregnou
e me fez sentir assim

Não tenho medo de ficar na solidão
se sinto falta falta de você?
tem dias que sinto sim
mas tem dia que não sinto, não

Se desafinar faz parte do ato de cantar
aplique tambem essa regra ao amor
e verá que sofrer tambem faz parte
da arte de te amar

Esquece isso
pega a sua força e vem comigo
redescobrir o universo
e achar sentido para as coisas que te digo.

E pela tarde planejar os nossos filhos
com a bunda suja pelo mato que sentamos
e feito humanos admirar o sol poente
e nos esquecer que agora a pouco nós brigamos.

Cleones

Escrito por ..M@RX.. às 16h57
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Canto Baiano

 



Eu vim da bahia sinhô
pra ver o seu filho nascer
não te trago nada de lá
mas peço me dê de beber

prometo se um dia eu voltar
te trago mel e acarajé
te trago pimenta de lá
e manga tirada do pé

e quando o menino nascer
um samba eu vou lhe ensinar
e os versos que vou lhe dizer
ha muito se canta por lá

por que na bahia sinhô
não se canta a tristeza não
se dança ao som do afoxé
se doi do negro o coração

criança em missão de nascer
um nome se ganha ao chegar
Cumprida a missão de viver
um dia me ajuda a cantar

por que na bahia sinhô
não se canta a tristeza não
se dança ao soar do ganzar
se doi do negro o coração.


Cleones

 

Escrito por ..M@RX.. às 16h54
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Bobagens



Menina o que estais fazendo?
Tu pensas que não estou vendo
aos olhos de homens tesos
tua imagem se derretendo

não pensas que não desejo
te ter numa noite dessas
tal menino em noite quente
fornicante não se apressa

garota se tú deixasse
e um zé não te possuisse
decerto faria um samba
sorrias então se ouvisses

menina que roupa é essa?
não sabes que não me aguento?
te cravo em minha retina
te prendo no pensamento.

nas tardes de tempo quente
te enrolo junto com o charro
te vejo em todas as cores
Jaminho me tira um sarro

menina que corpo é esse?
que me faz um homem confuso
revira em meu pensamento
palavras ja em desuso.

por deus não me olha agora
que a candida está ohando
já hoje em minha velhice
e ainda te desejando.

Cleones

Escrito por ..M@RX.. às 16h53
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Dos ébrios que odiei

Eu vejo refletido na cor da minha tez
O odor crueu do mal que você me fez

O fim do amor não tinha
de ser como se deu
lembranças suprimidas
nas lembranças
de um amor que aconteceu

minh'alma dolorida
das noites que ralei
escrava calada e submissa
da vida a que me entreguei

me fez amar a muitos
Dos ébrios que odiei
mas tinha de ganhar a prata
que não era minha era do meu rei

aos tapas me acordastes
aos beijos me fez dormir
e aos sons de ameassas
me impediu de ir

me trouxe desdentadas
bocas delirantes
dos hébrios sem destino
de passos vacilantes

de mim se fez apenas carne
da mulher que um dia fui
a que vejo refletida no copo
de whisky que o pó dilui.

me resta a dor e o vicio
buscando uma alma ardente
do preço se paga pouco
ao pouco prazer que sente

é assim que vou levando
a vida que tú me destes
chorando e te desejando
até que nada me reste


Cleones

Escrito por ..M@RX.. às 16h52
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