BRASIL, Sudeste, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Informática e Internet, Música
Luana
Luana andava se queixando da vida
e sempre ouvia musica depressiva
só bebia bebida destilada
fumava feito doida obsessiva
Quando tentava dar um rumo na vida
como havia a sua mãe prometido
acontecia como das outras vezes
só se lembrando quando ja tinha se esquecido
Luana não era superticiosa
mas sempre andava com um trevo da sorte
rezava sempre quando entrava em um onibus
e acreditava em vida após a morte
Luana idolatrava Chico Buarque
mas não curtia Caetano Veloso
pois preferia ouvir Arnaldo Batista
do que aquele baianinho orgulhoso
Luana tinha uma beleza inocente
quando não estava com o sapato apertado
mas não achava a menor graça na lua
e nem naqueles papos de namorado
Luana achava todo menino idiota
e os tratava com a devida frieza
sempre a olhavam com aquelas caras de bobos
"devem estar pensando em safadeza"
Um certo dia retornando pra casa
Luana viu que um rapaz lhe sorria
e esse sorriso era tão lindo e Luana,
não entendia o que lhe acontecia
Nas tantas vezes que olhou para Leandro
Luana nunca notara que ele era tanto
chegava mesmo a ser um pouco sem graça
mas seu sorriso revelou seu encanto
Luana cega se jogou em seus braços
e o amou desesperadamente
se entregando a esse amor improvável
sabendo que seria feliz eternamente.
Cleones
O nome
Eu sou lembrado nos cortejos funebres
sou adorado no dia de reis
eu apareço no cartaz do filme
sou ovacionado na parada gay
eu tava la na posse do obama
e no canal que exibia lost
eu tava na revolução cubana
eu era a luz que escorria do poste
Alguns me chamam de senhor da guerra
das guerras sou as ideologias
e quando o homem viajou pra lua
eu ja estava la ha quatro dias
Eu sou o medo que te invade a alma
quando a tua vida te exige um passo
eu sou a guerra pela audiencia
sou a tatoo que você fez no braço
Sou a mensagem disfarçada em codigo
pra confundir os sabios e os loucos
sou a ciencia dos que sabem tudo
sou do grupinho que aceita poucos
Eu sou o mentor da crise financeira
que leva o jovem rico ao desespero
eu sou o desejo na estrela cadente
eu sou o que você faz por dinheiro
Eu sou a voz naquele pesadelo
que sempre te faz acordar suado
eu sou o bichinho da carne de porco
eu sou o cara sentado ao seu lado
Eu sou o rosto que aparece em marte
eu sou o esquadro da maçonaria
e se você nunca ouviu o meu nome
tenho certeza que ouvirá um dia.
Cleones
Enqunto a chuva cai
Fica assim, então
Te dou meu coração
Mas algo em troca vou querer
Não tenho o que voltar
Mas você vai ganhar
A graça de me ver perder
Você não faz questão
De estar comigo, então
Faço por mim e por você
Não sei como explicar
Nem mesmo demonstrar
Menina o quanto amo você
Quando você parar
De rir e de se esbaldar
Eu continuo a te dizer
Me lembro a data em que
Eu disse pra você
que um dia ainda ia vir
E te dizer, então
Que é noite de São João
Que é tarde e que preciso ir.
Cleones
Da excência que a agora se extrai,
O odor da mais robusta flor.
A tarde a Alma cansada sai,
pra desfrutar do seu torpor.
Mas ao raiar o sol fiel,
Do sono que a noite lhe dá.
A Alma radiante vai,
O odor da flor cruel buscar.
No dia a dia a Alma tem,
Que alimentar de pão os seus.
Mas sempre a pensar na flor,
Que alguém um dia prometeu.
E assim vive a Alma só,
perdida em seus sonhos de amor.
E o odor daquela flor lhe dá,
O alívio e a causa da sua dor.
Mas ao raiar o sol fiel,
Do sono que a noite lhe dá.
A Alma radiante vai,
O odor da flor cruel buscar.
Cleones
Antes de te encontrar
eu andava a procurar
um lugar em mim pra ter
um alguem pra caminhar
E voce apareceu
e cravou o amor em mim
desse amor me impregnou
e me fez sentir assim
Não tenho medo de ficar na solidão
se sinto falta falta de você?
tem dias que sinto sim
mas tem dia que não sinto, não
Se desafinar faz parte do ato de cantar
aplique tambem essa regra ao amor
e verá que sofrer tambem faz parte
da arte de te amar
Esquece isso
pega a sua força e vem comigo
redescobrir o universo
e achar sentido para as coisas que te digo.
E pela tarde planejar os nossos filhos
com a bunda suja pelo mato que sentamos
e feito humanos admirar o sol poente
e nos esquecer que agora a pouco nós brigamos.
Cleones
Eu vim da bahia sinhô
pra ver o seu filho nascer
não te trago nada de lá
mas peço me dê de beber
prometo se um dia eu voltar
te trago mel e acarajé
te trago pimenta de lá
e manga tirada do pé
e quando o menino nascer
um samba eu vou lhe ensinar
e os versos que vou lhe dizer
ha muito se canta por lá
por que na bahia sinhô
não se canta a tristeza não
se dança ao som do afoxé
se doi do negro o coração
criança em missão de nascer
um nome se ganha ao chegar
Cumprida a missão de viver
um dia me ajuda a cantar
por que na bahia sinhô
não se canta a tristeza não
se dança ao soar do ganzar
se doi do negro o coração.
Cleones
Menina o que estais fazendo?
Tu pensas que não estou vendo
aos olhos de homens tesos
tua imagem se derretendo
não pensas que não desejo
te ter numa noite dessas
tal menino em noite quente
fornicante não se apressa
garota se tú deixasse
e um zé não te possuisse
decerto faria um samba
sorrias então se ouvisses
menina que roupa é essa?
não sabes que não me aguento?
te cravo em minha retina
te prendo no pensamento.
nas tardes de tempo quente
te enrolo junto com o charro
te vejo em todas as cores
Jaminho me tira um sarro
menina que corpo é esse?
que me faz um homem confuso
revira em meu pensamento
palavras ja em desuso.
por deus não me olha agora
que a candida está ohando
já hoje em minha velhice
e ainda te desejando.
Cleones
Eu vejo refletido na cor da minha tez
O odor crueu do mal que você me fez
O fim do amor não tinha
de ser como se deu
lembranças suprimidas
nas lembranças
de um amor que aconteceu
minh'alma dolorida
das noites que ralei
escrava calada e submissa
da vida a que me entreguei
me fez amar a muitos
Dos ébrios que odiei
mas tinha de ganhar a prata
que não era minha era do meu rei
aos tapas me acordastes
aos beijos me fez dormir
e aos sons de ameassas
me impediu de ir
me trouxe desdentadas
bocas delirantes
dos hébrios sem destino
de passos vacilantes
de mim se fez apenas carne
da mulher que um dia fui
a que vejo refletida no copo
de whisky que o pó dilui.
me resta a dor e o vicio
buscando uma alma ardente
do preço se paga pouco
ao pouco prazer que sente
é assim que vou levando
a vida que tú me destes
chorando e te desejando
até que nada me reste
Cleones
ler de baixo para cima
FIM
que agora escreve.
no meu mundo sou guiado pelas mãos
mas não me serve
sigo a vida desejando o que já tenho
olhando a aurora
e ainda reclama da sua vida que acha triste
como eu outrora
tem a escolha de andar com quem deseja
como a mim agora
tem ao lado escuridão que não lhe beija
e ainda chora
invejo o pobre e desvalido que enxerga
sem ver a luz
ver o mundo sob o prisma do abstrato
é essa a cruz
essa é a vida que a vida me obrigou
mas tudo bem
sinto falta de olhar a quem me ama
mas vou além
tem o tato como sentido obrigatório
sem ver ninguém
é o desejo de quem trilha em chão incerto
amanhã será também
A escuridão hoje me é por companheira
(Autor MarxPedro)Ensaio Sobre a Cegueira

Ensaio Sobre a Cegueira by MarxPedro is licensed under a Creative Commons Atribuição-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
la vem você
com esse seu jeito cruel de ser
me empurrando goela a baixo o que tem a dizer
sem ao menos me dar chances de me defender.
deixa isso pra lá
é bom as vezes pegar leve só pra variar
cada um tem uma verdade isso não vai mudar
só não deixe essa verdade te machucar
como pode alguem assim nunca viver em paz?
as vezes penso que a raiva lhe apraz
se realiza machucando os seus
enquanto eu fujo defendendo os meus
abaixa a voz pra eu te falar
que estou aqui pra te acompanhar
nós vamos juntos onde você for
só não se esqueça de me dar amor.
pois se sobeja o que muito se tem
se perde fácil o que fácil vem
essa é uma regra da vida, pois.
e esta regra abrange nos dois.
Cleones
deu-se assim
a olhar
para o ar
a buscar por assim dizer o fim
la está prá quem quiser olhar
a se entregar sem desejar
ao olhar de quem um dia se escondeu
pra não fitar
vai passar
olha lá na tv
vou chorar por você
sem querer me lembrar
de quem fui prá nós dois
já passou toda dor
de viver
por me ver
derramar sem chorar, lágrimas
durma em paz
onde estás
escrevi prá você:
"um amigo melhor,
aqui jaz"
Cleones
(diante do corpo)
Durma bem, meu amor
pra que faça sentido a canção de ninar
pra que eu sonhe contigo
e tua flor desabroche no teu ressonar
Durma bem, meu amor
pra que o anjo descanse e ao deitar-se te alcance como tem de ser
pra que o livro se abra e a mensagem nos mostre, pela dor, pela sorte
onde vamos chegar.
Durma bem, meu amor
pra que a terra não gire, pra que deus não duvide
da dor que sentí
Durma bem, meu amor
pra que a guerra se acabe, e minha alma desabe empoeirada no chão
pra calada da noite sem dor, sem açoite, sem dó te negar o pão
Durma bem, meu amor
pra que nasça teu filho e então cresça divino ao se despencar
pra que a lua te inveje e a luz te encubra sem te acordar
Durma bem, meu amor
o sono dos inocentes
deixe o mundo descrente do teu despertar
Durma bem, meu amor
pois os bons morrem jovens
e a vida só serve a quem não sabe viver
Durma bem, meu amor
onde hoje estiveres, pois ao saber que me queres,
durmo bem, com você
Cleones

eu te amo.
mais que demaiS
mais que o cais
quando já não te vê mais
mesmo quando a dor me faz perecer
tenho o alento
alento doce de te ver
mesmo quando a doce vida a dor define
amarga fica, triste vida oprime
mesmo quando amarga o féu e se obstine
amarga a vida doce Aline
já se faz a tarde finda
já que finda a tarde jaz
já que a tarde te faz linda
que a tarde não se acabe mais
Cleones